Artigo de Opinião

Reflexão em tempos de eleição!

Vamos mudar a democracia representativa pela democracia onde é o povo que realmente decide?

18/10/2020 00h20
Por: Ricardo Almeida
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No ano de 2002, Pierre Lévy lançou o livro “Ciberdemocracia”, onde propõe uma democracia que aproveite todo o poder fornecido pela tecnologia. Idealiza nações com governança mundial, com um Estado absolutamente transparente, baseado na cultura da diversidade e na ética coletiva.

Mais recentemente outros autores, professores e pesquisadores de grandes universidades como o MIT, Harvard, Yale entre outras se debruçaram sobre o tema e colocam novos olhares e proposituras que deveríamos realmente entender e pensar em exigir enquanto cidadãos.

É perceptível que o atual sistema democrático vem perdendo sua força e colocando desesperança e desencanto nos eleitores. Por isso, é de suma importância que a sociedade possa encontrar outros caminhos que realmente traga de volta o conceito original de democracia.

“Os governos democráticos estão perdendo a legitimidade percebida em todo o mundo”, diz Jane Mansbridge, professora de liderança política e valores democráticos na Escola de Governo Kennedy de Harvard.

A cientista política Hélène Landemore pergunta: “se o governo é para o povo, por que o povo não pode governar?

Esses pesquisadores buscam criar um sistema com alguns precedentes na antiga Atenas e Itália renascentista. O fundamento básico é realmente ouvir o povo e não seus representantes, assim como era feito na polis grega.

A “democracia aberta”, conforme de Landemore batizou, não se concentra na eleição de políticos profissionais para cargos representativos. Em vez disso, a liderança é determinada por um método mais ou menos semelhante ao dever do júri, de vez em quando, um número que lhe identifica sobe em uma lista de cidadãos e você é obrigado a cumprir seu dever cívico - neste caso, ocupar um assento no legislativo.

Por um período determinado, é sua função trabalhar com as outras pessoas da unidade para resolver problemas e direcionar a nação. Quando seu mandato termina, você deixa o cargo e volta à sua vida normal e ao trabalho. Desta forma, se garante a rotatividade e a participação democrática de todos.

Landemore não está sozinho nesta proposta. “É a ideia de colocar cidadãos selecionados aleatoriamente no poder político ou dar-lhes algum tipo de papel político em um órgão consultivo ou uma assembleia de cidadãos”, disse Alexander Guerrero, professor de filosofia da Rutgers que, em 2014, quando publicou um influente artigo defendendo a seleção aleatória no lugar das eleições - um sistema com alguns precedentes na antiga Atenas e na Itália renascentista, que ele apelidou de "lottocracia".

Até plebiscitos via smartphone hoje é possível, a própria Justiça Eleitoral do Brasil já irá testar o uso deste equipamento para as votações oficiais. Se será possível votar via smartphone nas eleições oficiais por que não em plebiscitos onde a população decide o que quer? Na verdade por que continuamos com a democracia representativa onde deputados e senadores decidem por nós? Por que existe ainda ELES X NÓS?

Isso com certeza já pode acabar!

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