Política

Eleições 2020. A volta dos questionamentos: As urnas que lutem.

Paulo Mello

Paulo MelloPaulo Melo é consultor político com capacitação em comunicação política e legislação eleitoral. Ele é o mais novo colaborador do Jornal Cocktail, e escreve às segundas-feiras. Acompanhe: jornalcocktail.com.br

24/11/2020 09h00Atualizado há 2 meses
Por: Paulo Mello
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Pouco mais de uma semana depois do 1º turno das eleições de 2020, ainda circulam varias especulações sobre a legitimidade do processo eleitoral desse ano. Isso tomou uma proporção nacional por conta de um atraso na apuração dos votos e por conta de um possível ataque virtual que levou ao vazamento de dados de 2001. Esse ataque foi anterior as eleições desse ano e não atingiu o resultado dessas eleições, sendo isso admitido pelos próprios invasores. 

A apuração dos votos nesse ano foi feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e não pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) como nos anos anteriores. Mudança que foi tomada na gestão da ex-presidente do TSE,  Rosa Weber, com intuito de conter gastos e também como recomendação da perícia da Polícia Federal. 

O atual presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, não simpatizou com essa nova opção de apuração. Segundo ele, essa mudança  pode estar na origem da instabilidade sofrida na apuração. Para a Justiça Eleitoral, o atraso na apuração foi uma falha técnica no supercomputador que processa a totalização e que os resultados apurados não sofreram qualquer modificação.

Infelizmente, em todos os anos eleitorais a desinformação atinge milhares de pessoas com possíveis fraudes nas eleições. Nesse ano não foi diferente, muitos desses conspiradores precisam apenas de um motivo qualquer para conseguir levar muitos leigos a acreditarem nessas suposições. Alguns desses sujeitos são candidatos e apoiadores decepcionados com o resultado das urnas, e tentam encontrar uma justificativa com a baixa votação que obtiveram.

Desde o inicio do ano, as eleições de 2020 vinham sendo um assunto importantíssimo dentre a população brasileira. As polemicas começaram com o adiamento das eleições, e agora com o término do processo eleitoral, surgindo “reinvindicações” para uma nova contagem de votos. 

Aos que não confiam na apuração, devem se certificar da segurança da votação, procurando a justiça eleitoral. Porém, o esforço gasto para tal feito, poderia ter sido usado no combate à compra de votos e aos abusos cometidos por vários candidatos eleitos. Esse sim, é um grande problema que interfere na lisura do processo eleitoral.

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