Covid-19

Maior estudo epidemiológico sobre a Covid-19 no Brasil conta com a participação de equipe da UnirG

O estudo é desenvolvido pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), em conjunto com instituições parceiras. Em Gurupi, o trabalho está sendo coordenado pela biomédica e preceptora do curso de Farmácia da Universidade de Gurupi – UnirG, Kátia Bernardes

10/02/2021 12h09
Por: Redação
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Gurupi foi um dos municípios selecionados para participar da quinta e última fase da EPICOVID 19-BR 2, Inquérito Nacional de Soroprevalência de Acesso Expandido, uma pesquisa sobre a prevalência de infecção da Covid-19 em todo o País.

 

 O estudo é desenvolvido pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), em conjunto com instituições parceiras. Em Gurupi, o trabalho está sendo coordenado pela biomédica e preceptora do curso de Farmácia da Universidade de Gurupi – UnirG, Kátia Bernardes, com a participação de acadêmicos voluntários de Medicina da Instituição. Os pesquisadores responsáveis pelo estudo são o Dr. Marcelo N. Burattini e a Dra. Nancy C. J. Bellei, da Escola Paulista de Medicina, da Unifesp.

 

 O estudo pretende estimar o percentual de brasileiros infectados com o SARS-CoV-2 por idade, gênero, condição econômica, município e região geográfica; determinar o percentual de assintomáticos; avaliar sintomas e letalidade, além de oferecer subsídio para políticas públicas e medidas de isolamento social.

 

 Nas quatro fases iniciais foram testadas quase 100.000 pessoas, em 133 municípios brasileiros. No Tocantins, o levantamento também está sendo feito nas cidades de Araguaína e Palmas.

 

 Coleta

 

 Desde 25 de janeiro, a equipe que faz a coleta está visitando 25 bairros de Gurupi. Em cada um deles, oito residências são escolhidas aleatoriamente.

 

 As visitas são realizadas por técnicos do Laboratório Bioclin, devidamente identificados, e com crachá da pesquisa EPICOVID 19. Estão sendo coletadas amostras de sangue venoso para a identificação dos anticorpos SARS-Cov-2 da classe IgG presentes no soro. Cada participante também deve responder a um questionário com 15 questões sobre  escolaridade, cor da pele, atividade econômica , condições de saúde, além de assinar um termo de consentimento.

 

 O material é enviado para Belo Horizonte (MG) e analisado no Laboratório Hermes Pardini. Os participantes terão acesso ao resultado dos exames em aproximadamente três dias após a coleta, no Laboratório Bioclin ou por e-mail.

 

 Alguns dos bairros pré-selecionados foram: Setor Central, Jardim Tocantins I e II, Jardim dos Buritis, Jardim Sevilha, Nova Fronteira, Sol Nascente, Vila Pedroso, Vila São José, Vila Nova, Setor Casego, Parque das Acácias, Setor Aeroporto I, II e III, Parque Residencial São José.

 

 “Caso tenham interesse, todos os moradores das residências visitadas serão testados para a identificação de anticorpos contra o SARS- CoV-2. Estes testes permitirão saber se essas pessoas já tiveram contato com o vírus e se desenvolveram respostas de anticorpos, indicando proteção eventual”, explica a professora Kátia.

 

 Pesquisa

 Nessa última fase do estudo, a coleta de dados será mais abrangente. “Nas etapas anteriores foram aplicados testes rápidos, com apenas um morador de cada lar visitado. Agora estamos fazendo um teste sorológico de anticorpos totais em sangue venoso, com todos os residentes dos domicílios, o que aumentará em torno de cinco vezes a amostra. Isso vai nos permitir ter uma ideia específica do padrão de exposição ao vírus da população brasileira”, detalha a biomédica.

 

 O material é analisado por sorologia quantitativa de anticorpos igC (método quimioluminescência). “É um exame que oferece dados mais precisos, em números, evitando assim os chamados ‘falsos negativos ou falsos positivos’”, explica.

 

 Os dados coletados nas primeiras quatro etapas já apresentaram dados importantes: 60% dos quadros clínicos de Covid-19 apresentaram sintomas. Dos entrevistados com anticorpos contra o Sars-Cov-2, 58% deles declaram ter sentido dores de cabeça, 57% alteração de olfato ou paladar e 52,1% febre. Além disso, 47,7% relataram sinais de tosse e 44,1% episódios de dor do corpo.

 

 “Um projeto dessa magnitude, num momento como esse, nos faz pensar e cada vez mais compreender a importância da ciência nas nossas vidas”, conclui Kátia.

 

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