saúde

Jovens podem colocar DIU gratuitamente participando de pesquisa em Gurupi

A pesquisa é parte do Doutorado desenvolvido pela médica ginecologista e professora da Universidade de Gurupi, Ma. Fabiana Cândida

30/09/2021 16h52
Por: Redação

Jovens com até 19 anos podem colocar um dispositivo intrauterino (DIU) gratuitamente, participando de uma pesquisa desenvolvida pela médica ginecologista e professora da Universidade de Gurupi, Ma. Fabiana Cândida. O DIU é um pequeno objeto de plástico em formato de T inserido no útero, e é considerado um método de alta eficácia anticonceptiva, importante na prevenção e redução da gravidez precoce e na morbimortalidade materna.

A pesquisa é parte do Doutorado que Fabiana cursa no Centro de Pesquisas em Saúde Reprodutiva da Universidade de Campinas (Unicamp). Serão atendidas 318 adolescentes que desejam colocar o DIU, em Gurupi (TO) e em Campinas (SP).

As voluntárias poderão receber um dos três tipos de dispositivo: o com cobre, que já oferecido gratuitamente no SUS, ou ainda o DIU Mirena® ou DIU Kyleena®, ambos disponíveis somente na rede particular.

 “A adolescente interessada não poderá escolher qual o tipo de DIU deseja colocar, pois isso é feito mediante um sorteio. Essa é uma etapa importante, que irá dar maior confiabilidade na pesquisa, por se tratar de um estudo randomizado parcialmente cego. Após a inserção do DIU a voluntária irá responder a um questionário e também será informada sobre qual o DIU foi colocado”, disse a pesquisadora.

Para participar, a jovem deve ter vida sexual ativa e não pode estar grávida. Mulheres que já tiveram filhos podem colocar o DIU 40 dias após o parto.

O estudo pretende avaliar o nível de dor e de facilidade de inserção. Até um ano após a colocação do DIU, as voluntárias receberão acompanhamento para avaliar a eficácia do método. 

Vantagens

 A médica Fabiana Cândida explica que, em relação a outros métodos, o DIU apresenta benefícios.  “Os contraceptivos de longa duração, como o DIU, têm a vantagem de manter a sua eficácia independente da participação da usuária. É diferente da pílula contraceptiva, da injeção ou do preservativo, em que é necessário que a jovem lembre e queira usá-los quando necessário”, explica.

No Brasil, o DIU com cobre, também chamado de não-hormonal, é um dos mais conhecidos, e possui eficácia de até 10 anos. O Mirena® e o Kyleena® possuem um mecanismo de ação diferente e liberam pequenas doses de hormônio diariamente, e podem ser usados por até cinco anos.

O método é considerado seguro e seu uso é estimulado pelas principais instituições de saúde, como o American College of Obstetricians and Gynecologists, a Academia Americana de Pediatria, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças e pela Sociedade de Planejamento Familiar.

O atendimento pode ser agendado no Ambulatório da UnirG, pelo telefone (63) 3612-7640, ou pessoalmente na Avenida Bahia, entre as ruas 3 e 4.

 De acordo com o Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da UnirG, Dr. Fábio Pegoraro, estudos dessa natureza são de grande relevância para a Universidade e para a comunidade. “É papel da universidade produzir e difundir o conhecimento que tenha relevância social. Estamos trabalhando para a construção de políticas de apoio para que mais pesquisadores possam desenvolver projetos”, disse.

Mitos e verdades

 De acordo com Fabiana, muitos mitos ainda cercam o uso do DIU, o que diminui a adesão da população feminina.  Veja alguns dos principais mitos e verdades:

MITOS

-  A inserção do DIU  sempre provoca dor

- Para inserir o DIU, a mulher precisa estar no período menstrual

- Após a colocação do DIU a mulher precisa manter repouso

- Para colocar o DIU é necessário fazer um exame de ultrassom do útero.

 

 VERDADE

-  Para colocar o DIU a mulher deve ter vida sexual ativa e não pode estar grávida.

 - O uso do DIU não previne contra doenças sexualmente transmissíveis.

- Para inserir o DIU a mulher não precisa ser anestesiada.

- O DIU pode ser retirado em qualquer momento, conforme do desejo da mulher.

 

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