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Junior Geo busca instalação de CPI para apurar irregularidades apontadas pela Operação da PF

O deputado agora busca a assinatura dos parlamentares para a implementação da CPI para que vai apurar irregularidades apontadas pelas operações da PF que resultaram no afastamento de Mauro Carlesse

10/11/2021 21h27
Por: Redação

O deputado estadual Professor Júnior Geo (PROS) requereu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa, para apurar as irregularidades apontadas pelas operações da Polícia Federal (PF) Éris e Hygea que culminaram com o afastamento do cargo de Governador do Estado do Tocantins, Mauro Carlesse (PSL). O pedido de CPI foi apresentado na sessão ordinária desta quarta-feira, 09 de novembro.

Assinaturas

Para protocolar o requerimento de instalação de CPI são necessárias oito assinaturas. O documento já está registrado no sistema da Assembleia Legislativa e precisa das assinaturas para prosseguir.  Assim, o deputado Professor Júnior Geo inicia a peregrinação para conseguir as assinaturas suficientes dos deputados.

Dever

“É dever do Poder Legislativo fiscalizar as ações e contas do Executivo, zelar pelos tocantinenses e pelo patrimônio público. As investigações da PF trazem resultados graves e muito preocupantes e nós, como parlamentares, temos o dever de apurar e acompanhar toda a movimentação nesse sentido” – justifica o deputado Professor Júnior Geo.

Objetos de investigação da CPI

Pagamento de propina relacionada ao plano de saúde dos servidores estaduais: a investigação, que teve início há cerca de dois anos, estima que cerca de R$ 44 milhões tenham sido pagos a título de vantagens indevidas;

Obstrução de investigações: a PF acredita que o Governo Estadual removeu indevidamente delegados responsáveis por inquéritos de combate à corrupção conforme as apurações avançavam e mencionava expressamente membros da cúpula do Estado;

Incorporação de recursos públicos desviados: dados do Coaf mostram movimentações financeiras de grandes quantias, em espécie, sem comprovação de capacidade econômica, realizadas por pessoas ligadas ao Governo;

90 dias

De acordo com o deputado Professor Júnior Geo, o prazo das investigações é inicialmente de 90 dias, podendo haver prorrogação de acordo com o andamento das investigações.

 

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