Em Gurupi

Criação de peixes e plantio de hortaliças fazem parte do cronograma escolar

A alternativa foi colocada em prática pela coordenação municipal do projeto Mesa Farta na Escola e vem atraindo os alunos da educação infantil da Escola Municipal Elizeu de Carvalho.

16/11/2021 17h10
Por: Redação

A implantação de um módulo de produção sustentável e integrada com a utilização do sistema de aquaponia para plantio de hortaliças, sem o uso do solo, e criação de peixes em tanque elevado tem deixado as aulas mais interessantes e criativas numa escola da rede municipal de Gurupi. A alternativa foi colocada em prática pela coordenação municipal do projeto Mesa Farta na Escola e vem atraindo os alunos da educação infantil da Escola Municipal Elizeu de Carvalho que fica na Vila Industrial em Gurupi.

É um pequeno polo de produção agroecológica de alimentos no qual a criação de peixe e cultivo de hortaliças ocorre no mesmo ambiente, como explica Osvaldo Monteiro Costa Neto, coordenador do Projeto Mesa Farta na Escola em Gurupi. “Esse sistema é composto ainda por compartimento decantador para filtragem biológica e mecânica com a água do tanque dos peixes sendo utilizada para regar as hortas”, diz.

No tanque elevado instalado ao lado do pátio da escola são criadas três diferentes espécies de peixe, sendo carpas e platy, com finalidade ornamental e a tilápia que geralmente é destinada ao abate. Já nas camas de cultivo estão plantadas espécies como a hortelã, alface e cebola que se desenvolvem em canaletas.

Ainda segundo o coordenador, esse sistema implantado em escola tem a finalidade interdisciplinar onde os estudantes podem acompanhar todas as etapas do manejo e cultivo das espécies. “É possível a demonstração aos alunos de como é feita a criação de peixe e plantio das plantas passando pela canaleta com água, sem o uso do solo, englobando as disciplinas de biologia e ciências. Como a amônia, que é o excremento do peixe vai passar pela filtragem que retém as bactérias nitrificantes, como essa amônia é transformada em nitrito e nitrato, e como a água é devolvida já filtrada e oxigenada para os peixes e também servindo de adubo para as plantas”, explica Neto.

Mas, segundo o coordenador, a ideia não é só contar com um laboratório a céu aberto, mas mostrar para comunidade um modelo de criação de peixes a baixo custo, totalmente sustentável, construído a partir de materiais recicláveis e em um pequeno espaço com boa capacidade de reprodução de espécies tanto para abate como para criação doméstica e comercialização em aquários. O tanque comporta 500 litros de água, com bomba pequena para aquário e pouco consumo de energia elétrica e tem a função de gerar oxigenação dos peixes e irrigação das plantas.

Resultado

Segundo o diretor escolar, Arizomar dos Santos, o sistema tem aguçado a curiosidade dos estudantes e ao participarem das aulas práticas ao ar livre, colaborando com a reintegração destes ao ambiente de ensino depois do longo período de aulas remotas. “Tem ajudado bastante, principalmente as crianças menores num momento de reintegração no retorno ao ensino presencial, tornando o aprender mais atrativo, a escola mais viva e movimentada. Elas ficam muito felizes a cada contato, alimentam os peixes com ração e estão sempre querendo voltar ao tanque”, comemora o diretor.

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