arte e cultura

Cenaberta amplia produção teatral para o formato cineteatro e leva exibições e oficinas ao interior do TO

O projeto inclui oficinas teatrais para centenas de estudantes para cidades que não têm acesso ao teatro

30/04/2022 17h23
Por: Redação

Com o advento da pandemia, a Cenaberta também precisou se reinventar em várias frentes de trabalho, uma delas foi a teatral, onde a realização de filmagem dos seus espetáculos para exibição no formato online foi imperativa. Contudo, tradicionalmente, o formato de filmagem de espetáculos teatrais é realizado com câmera parada, captando a peça enquanto é exibida em tempo real e a opção da produtora foi realizar um formato pouco usual – o cineteatro, modalidade pioneira no Tocantins. 

Nesta modalidade, a câmera acompanha as ações dos personagens e faz uma captura mais próxima da narrativa. “É como se a câmera fosse os olhos da plateia”, explica a atriz e produtora da Cenaberta, Bell Gama. Segundo ela, com a adaptação para exibições online dos espetáculos, em decorrência da pandemia causada pela covid-19, viu-se a necessidade de ousar nesse formato de registro do espetáculo.

A Cenaberta inaugurou essa modalidade no Tocantins, com o espetáculo “O Antiquário Frankl” em 2021, com estreia na Sala Sinhozinho, cinema municipal de Palmas, e que realizou circulação por dez cidades (Palmas, Araguaína, Tocantinópolis, Gurupi, Paraíso do Tocantins, Barrolândia, Miracema do Tocantins, Sítio Novo, Divinópolis e Porto Nacional).

A nova modalidade foi recebida com muitos aplausos por onde passou. A produção chegou, inclusive, a ser selecionada para o Festival Amazônico de Teatro, onde fez a abertura do Festival.

Espetáculo

Para o professor Mestre em Comunicação e Sociedade e Filósofo, Sonielson Luciano de Sousa, que é também psicólogo clínico, o espetáculo Antiquário Frankl é um filme altamente psicológico. “Tem vários conceitos, como de repressão da sombra (conteúdo que está no subconsciente que a qualquer hora se manifesta), tem personas, paranoia, criação de cenários mentais fantasiosos e contágio psíquico, do ponto de vista da psicologia. Uma riquíssima obra para poder explicar muitos fenômenos psicológicos”, declarou.

Oficinas

Além das exibições, o projeto incluiu ainda oficinas teatrais para centenas de estudantes para cidades que não têm acesso ao teatro, a maioria que ainda nunca tinha tido a oportunidade de assistir a produções artísticas realizadas por artistas tocantinenses. “Eu amei a apresentação de hoje, estão todos de parabéns, já queríamos mais apresentações. Ficamos elétricos na cadeira, conversando sobre a história, o suspense. Eu pensava que só tinha esse tipo de trabalho em São Paulo e dá um orgulho de saber que tem o nosso regional”, disse a estudante Gabriela Ribeiro Gomes, que sonha em ser atriz, e atualmente cursa o 8º ano do Colégio Militar Diaconízio Bezerra da Silva, de Paraíso do Tocantins.

Agora a Cenaberta estreia também nesse formato “cineteatro” o seu mais novo espetáculo teatral: “De Caso com a Solidão”, que está sendo exibido em escolas da rede pública de seis cidades do interior do Estado: Barrolândia, Gurupi, Miracema, Sítio Novo, Divinópolis e Porto Nacional. “Assim, a tecnologia digital vem para ser parte das artes cênicas e potencializar e ampliar o acesso ao teatro. Um ganho nesses duros tempos que todos os artistas precisaram se reinventar”, concluiu Bell Gama.

Projeto

Ambos projetos, do espetáculo “O Antiquário Frankl”  e “De Caso com a Solidão” são patrocinados pela Lei Aldir Blanc, via Governo do Tocantins, com apoio do Governo Federal – Ministério do Turismo – Secretaria Especial da Cultura e Fundo Nacional de Cultura.

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