investigações

Laboratório clandestino recebeu mais de R$3 milhões do Estado

No laboratório que funcionada em condições precárias foram constatadas várias irregularidades.

11/05/2022 14h55
Por: Redação

A Polícia Civil do Tocantins, deflagrou na manhã desta quarta-feira, 11, a Operação Nablus visando cumprir 15 mandados de busca e apreensão. A investigação revelou que um laboratório, que funcionava em condições precárias e reaproveitava materiais de exames, recebeu do governo do estado mais R$ 3 milhões durante parte do contrato. Três pessoas foram presas.

O laboratório funcionava em uma casa adaptada e no local foram encontradas várias irregularidades como: material biológico mergulhado em frascos de sorvete, paçocas, creme capilar e até recipiente de achocolatado.   Os potes de coleta de urina e fezes estavam mergulhados em um balde com uma substância líquida para serem lavados e posteriormente reaproveitados. Algumas seringas foram encontradas penduradas no teto do local. Além disso, os papéis de pedido dos exames estavam submersos dentro das próprias amostras.

Imagens mostram que membros humanos eram armazenados de forma improvisada, como em potes de doces e manteiga. Três pessoas foram presas em flagrante.

A unidade prestava serviços para a Secretaria de Saúde do Tocantins e, segundo a polícia, atendia principalmente pacientes do Hospital Geral de Palmas (HGP) com suspeita ou em tratamento de câncer.

A Secretaria de Saúde disse que não foi citada pela Polícia Civil sobre a operação, mas está à disposição para contribuir com a investigação de forma transparente. Informou que "o contrato foi efetivado via processo licitatório, seguindo a legislação vigente e estava sendo acompanhado e monitorado por fiscais que identificaram inconformidades e atrasos nos serviços prestados.

A defesa dos investigados disse que a situação está relacionada a questões internas da antiga gerência, incluindo o desvio de verbas e furto de equipamentos, que teriam deixado o laboratório nas condições atuais e que "os esclarecimentos a cerca da inocência serão prestados em juízo".

 

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