Saída de Teich

Ex-ministro falou pouco e disse quase nada em pronunciamento de cinco minutos

Em Gurupi, Gutierres Torquato lamenta e diz estar preocupado. “Não estamos tendo segurança”

15/05/2020 21h28
Por: Redação
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A saída de Nelson Teich do ministério da Saúde não rendeu mais do que já estava sendo esperado. Em aproximadamente cinco minutos, discreto, ele agradeceu a equipe e falou que deixa um plano que pode ser seguido pelo governo. "Temos um plano estratégico pronto; é importante lembrar que nesse período temos o foco total na Covid 19, tendo um sistema que envolve outras doenças, toda uma população para ser cuidada”, disseTeich na despedida, nesta sexta—feira (15), em Brasília.

 

O ex-ministro falou sobre a importância do trabalho dos estados e municípios e relacionou todas as dificuldades à crise geral: “a gente auxilia estados e municípios a passarpor essas dificuldades; habilitação de leitos foram quase quatro mil; respiradores e recursos humanos, isso acontece no momento de grande crise mundial tanto dos insumos quanto dos equipamentos e EPIS”, completa.

 

Em outro da fala, Teich comentou sobre as visitas que fez. “Iniciamos visitas nas cidades mais atingidas, foi fundamental estar com essas pessoas e entender o que acontece no dia a dia, ver o que está sendo feito e entender melhor o que acontece na ponta”, completa.

 

Por fim, agradeceu ao Presidente Jair Bolsonaro “pela oportunidade de fazer parte do ministério da Saúde; isso era uma coisa muito importante para mim”. Teich não disse uma palavra sobre o porquê de sua saída da função antes mesmo de completar um mês no cargo.

 

Repercussão nos estados

Teich tinha deixado uma boa impressão junto à maioria dos secretários de Saúde dos Estados em reunião realizada poucos dias atrás. Ele, de alguma forma, trouxe para esta conversa uma metodologia do não-confronto e uma posição que vem sendo defendida por quase todas as Unidades da Federação, que é a de manter ou aprofundar o isolamento social como forma de evitar a contaminação.

 

Esta posição, juntamente com a reticência para avalizar o uso aberto da Cloroquina como remédio a ser aplicado nos enfermos, teria causado o afastamento de Bolsonaro do seu ministro.

 

Os secretários de Saúde, por meio de Nota, ao final da tarde, manifestaram sua “alta preocupação” com a instabilidade na pasta. “Não é o momento de jogar mais dúvidas neste cenário, que tem infligido tanta dor, sofrimento e morte aos brasileiros”, diz a Nota.

 

Em Gurupi

O secretário municipal da Saúde, Gutierres Torquato, também manifesta sua preocupação com a crise. Já é o segundo ministro que sai do governo Bolsonaro nesse período de pandemia, estão tentando implantar algumas medidas importantes, principalmente respeitando a ciência que é o isolamento social”, lamenta Gutierres.

 

Segundo ele, o governo federal precisa sintonizar as medidas com os estados e municípios. “É necessário que haja entendimento claro entre os governos e não estamos tendo essa segurança”, finaliza.

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