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CRÔNICA POÉTICA

APROVAÇÃO DE CONTAS PÚBLICAS

José Maciel de Brito

José Maciel de BritoProf. José Maciel de Brito advogado, Jornalista acadêmico de Literatura da Academia Gurupiense de Letras

27/07/2020 15h15
Por: José Maciel de Brito
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Dos ordenadores de despesas

Condicionada a gentilezas

Para beneficiar as nobrezas

Jamais, suas pobrezas

 

Após as propinas pagas

As contas são aprovadas

Atuais e atrasadas

As comunidades assaltadas

 

É cultura política endêmica

Às vezes, resulta polemica

Não é disciplina acadêmica

Está mais, para epidêmica

 

A corrupção é assassina

Funciona, na base da propina

Seu antídoto não é cloroquina

Pode ser, bala de carabina

 

A corrupção dominante

A impunidade, imperante

No mundo, uma constante

O produto não é bastante

 

Que o digam os protagonistas

Os roubos, suas conquistas

Os desvios, não deixam pistas

Seus laranjas, são masoquistas

No Brasil, prática contumaz

Que o diga, nossa PETOBRÁS

Tem o aval do satanás

Até, na exploração do gás

 

O dinheiro, em contas secretas

Enviado, pelas vias indiretas

Outros tantos, pelas diretas

Deixando as autoridades inquietas

 

Autoridades desviadoras

Aplaudidas por emissoras

Até por cantores e cantoras

Com aval de desembargadoras

 

Nesse rol, estão magistrados

Vereadores, senadores e deputados

Na pindaíba, os representados

Assim como, os jurisdicionados

 

Gurupi, TO, 23 de julho de 2020

 

 

Prof. José Maciel de Brito advogado, jornalista, acadêmico de literatura da AGL

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