Operação Direct

Cidades no interior do Tocantins são alvos de investigação da Polícia Federal

O nome da Operação faz referência à relação “direta” e pessoal existente entre o empresário e os agentes públicos, com a existência de favorecimentos entre as partes.

05/08/2020 09h02
Por: Redação
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Arquivo - Polícia Federal
Arquivo - Polícia Federal

A operação Direct da Polícia Federal foi realizada na manhã desta quarta-feira (05) e teve como objetivo desarticular uma associação criminosa integrada por agentes públicos e empresários suspeitos de fraudes a licitações e corrupção no interior do Tocantins.

Aproximadamente 40 policiais federais cumprem 1 mandado de prisão preventiva e 9 mandados de busca e apreensão, nas cidades tocantinenses de Aliança do Tocantins/TO, Peixe/TO e Cristalândia/TO. Também foram entregues 3 ofícios judiciais, destinados à Câmara de Vereadores e à Prefeitura dos municípios, que determinam a suspensão cautelar do exercício da função pública de agentes públicos.

As buscas recaem sobre um empresário e agentes públicos suspeitos de realizarem fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e pagamentos a título de corrupção

As investigações apuram um possível favorecimento do empresário em pregões dos municípios de Cristalândia/TO e Peixe/TO para contratação de transporte escolar e a realização de depósitos e transferências de valores a agentes públicos dos municípios, no mesmo período em que ocorreram as contratações.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, desvio de verbas públicas, corrupção ativa, corrupção passiva e associação criminosa, cujas penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão. 

A ação tem como objetivo coibir a continuidade das supostas ações criminosas e colher elementos probatórios para a conclusão do inquérito policial e instrução de futura ação penal em face dos envolvidos.

 A Polícia Federal ressalta que, em razão da situação de pandemia atual, foi planejada uma logística especial de prevenção ao contágio pela COVID19, com distribuição de EPIs a todos os envolvidos na operação, a fim de preservar a saúde dos policiais, testemunhas, investigados e seus familiares.

O Prefeito de Peixe, José Augusto, até o fechamento da matéria não se manifestou sobre o assunto.

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